Juliana Ortegossa Aggio
Presentación

Juliana Aggio possui graduação, mestrado e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, tendo realizado doutorado sanduíche na École Normale Supérieure – Paris, sob orientação de Francis Wolff (2009-2010). Desde 2012 é professora associada do departamento de filosofia da Universidade Federal da Bahia. Realizou uma missão de trabalho na Universidade Paris 8 (2021), e, pós-doutoramento na UFRJ e Universidade Paris 8 (2022-2023), sobre o atual projeto de pesquisa: «Práticas críticas de si: liberdade e poder na constituição de si em Foucault e Butler». Líder do grupo de pesquisa «Ética e psicologia moral na Filosofia Antiga», com projeto de pesquisa financiado pelo Cnpq e Fapesb (2016-2022), coordenadora do GT Filosofia e Gênero (2021-2022), membra do GT Epicteto da Anpof, administradora da Rede brasileira de Mulheres Filósofas desde sua criação, em 2019, e membra permanente da Comissão de Organização do Encontro de Filosofia da Bahia (EFIBA) desde sua criação em 2015. Publicou os livros «Prazer e desejo em Aristóteles» e «Filósofas». Pesquisa questões de Ética e Filosofia Política relacionadas aos seguintes temas: filosofia como modo de vida, subjetividade, liberdade e poder em diálogo com Foucault, Butler e outras filósofas feministas, bem como gênero, raça, sexualidade, feminismos e suas intersecções.
Contacto: juortegosa.aggio@gmail.com
Blog/web personal: https://independent.academia.
ORCID:http://orcid.org/0000-
Publicaciones
Publicaciones
Lista das cinco publicações mais relevantes dos últimos cinco anos (junho de 2017 – junho de 2022):
Livro: Prazer e desejo em Aristóteles. 1. ed. Salvador: Edufba, 2017. v. 1. 292p.
Artigo: Por uma sexualidade livre à luz de Foucault. PRINCIPIOS, v. 26, p. 116-141, 2019.
Capítulo de livro: Filosofia como modo de vida democrático. In: WALDOMIRO J. SILVA FILHO. (Org.). Porque a filosofia interessa à democracia. 1ed.Salvador: Edufba, 2020, p. 151-168.
Livro: AGGIO, J. O. (org). Filósofas. 1. ed. Curitiba: Kotter Editorial, 2021. v. 1. 772p.
Artigo: Práticas críticas de si. Veritas (Porto Alegre), v. 67, p. e41911, 2022.
Proyectos
Práticas críticas de si: o jogo entre poder e liberdade na constituição de si em Foucault e Butler.
Descrição: Entre o poder e a liberdade há um jogo agonístico de práticas de si que constituem a subjetividade segundo Foucault. Para o filósofo, o poder forja o sujeito e, simultaneamente, fornece a condição para a sua desconstrução por meio do exercício da liberdade. Ou seja, o indivíduo se torna sujeito ao ter sua subjetividade sujeitada pelo poder, por um lado, e, por outro, ao resistir às investidas do poder exercendo a liberdade de produzir novas subjetividades. Ademais, se a constituição de si se realiza a partir de relações de si a si e para com o outro, que são, por sua vez, relações de poder, então é possível exercer a liberdade na constituição de si mesmo. Todavia, não basta constatar a possibilidade do exercício da liberdade, é preciso compreender como, de fato, ela se efetiva. Assim, o problema filosófico a ser abordado é o seguinte: se o poder não apenas reprime, mas sobretudo produz a subjetividade, como poderíamos exercer certo grau de liberdade em se constituir se não realizarmos uma espécie de retorno a si, de olhar crítico sobre si e, mais ainda, de ascese crítica de si? Isso porque a prática de liberdade parece ser, em última instância, uma prática de si que pressupõe a atitude crítica de interrogar os regimes de verdade e os efeitos do poder. A minha hipótese, portanto, é a de tais práticas podem ser tanto opressoras, como libertadoras. Opressivas, por um lado, se a interiorização das normas decorrentes de certas práticas reproduzirem tecnologias de poder que obliteram a capacidade de exercer a crítica e reduzem a abertura para se viver outros modos possíveis de vida. Libertadoras, por outro lado, se as práticas de si forem críticas de modo a permitirem a recusa do que se configura como uma violência sobre si e sobre o outro. Neste momento, Butler entrará em cena com sua interpretação do sujeito como um lugar de ressignificação possível a partir de um modo privilegiado de prática de si: o relato crítico de si. Ser capaz de relatar a si mesmo enquanto exercício da liberdade significa conseguir exercer a crítica enquanto uma prática capaz de colocar a si mesmo em xeque por meio de duas estratégias: (i) subverter e ressignificar, portanto desconstruir na fala e no corpo as práticas opressivas, e, (ii) viver a identidade não como uma natureza, mas como efeito de atos performativos. Missão de trabalho financiada pelo CAPES PRINT em novembro de 2021. (http://lattes.cnpq.br/




